Lá meu vestido está pendurado, 1933 Frida Kahlo

Lá meu vestido está pendurado 1933 Frida Kahlo

Depois de mais de três anos continuando nos Estados Unidos, Frida começou a valorizar desesperadamente o retorno ao México. Mas seu esposo, Diego Rivera, gostava da notoriedade e da moda que ganhou neste estado e não queria voltar. Esta pintura é a conclusão deste confronto. Frida Kahlo estava tentando incorporar a superficialidade do capitalismo ianque. Esta imagem está repleta de ícones da moderna sociedade industrial americana, mas implica que a sociedade está em decadência e os valores humanos essenciais estão arruinados. Em contraste com essa pintura, seu marido Diego Rivera estava trabalhando em um mural no Rockefeller Center para testemunhar sua aprovação do desenvolvimento industrial nos Estados Unidos.

Ao contrário de suas outras pinturas com o rosto sempre aparecendo, esta pintura carece do elemento focal de Frida Kahlo. Ela apenas desenha os vestidos pendurados ali vazios e sozinha com o emaranhado ao fundo. Parece que ela estava dizendo “Posso estar nos Estados Unidos, mas só meu vestido está pendurado lá, minha vivacidade está no México”.

Frida começou esta pintura enquanto ainda estava em Nova York e a terminou depois que ela e Diego voltaram para o México. Ele marcou essa pintura nas costas com giz e incluiu a gravura: “Pintei isso em Nova York quando Diego estava pintando o mural no Rockefeller Center.” Nesse caso, a pintura da artista foi dada ao Dr. Leo Eloesser, de San Francisco, que era o conselheiro médico de confiança de Frida. Na época em que o Dr. Eloesser faleceu em 1976, ele deu a placa para sua amiga Joyce Campbell. Em 1993, Campbell vendeu a tintura apenas antes de haver um mercado de sucesso para as obras de Kahlo.

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